A capacidade de gerar ou agregar o valor das empresas, seja este tangível ou intangível, é diretamente proporcional à qualidade de seus relacionamentos corporativos e à forma como gerencia a percepção de seus principais stakeholders em relação aos seus ativos de valor através de seus diversos canais, mídias e veículos.

Ou seja, o valor de uma empresa é determinado pelos seus stakeholders externos e cabe à empresa construir relacionamentos de qualidade pautados em experiências diferenciadas para potencializar seu valor ao longo do tempo.

No desafiador jogo do mercado global nenhum stakeholder de relevância pode ser desconsiderado.

O acionista busca remuneração de capital de maneira rápida, o consumidor exige cada vez mais das empresas com as quais se relaciona e até os funcionários entram na onda e também são exigentes em relação às posturas e ações das companhias.

Do outro lado está a concorrência, que compete pelo mesmo mercado (de clientes a talentos) e as estratégias empresariais que impõem o desafio da performance superior a cada trimestre.

Nessa equação ainda entram agentes como Fornecedores, Governos, ONGs, Imprensa e Redes Sociais que amplificam o que cada competidor do mercado deve fazer para vencer o jogo.

Em uma visão de competitividade cada vez mais sistêmica e inter-relacionada, as empresas são obrigadas a olhar de forma ampla os resultados e impactos (diretos e indiretos, econômicos, sociais e ambientais, e demais) causados por suas ações e decisões.

Em épocas de responsabilidade solidária e co-construção não há como não pensar fora da caixa, fora dos limites e fronteiras corporativas. Ainda mais no âmbito corporativo e institucional, de empresas que possuem valores semelhantes e defendem as mesmas bandeiras.

Dessa forma, uma postura mais ativa, profissional e estratégica das empresas em seus relacionamentos corporativos (empresa a empresa, B2B) é inerente, impulsionada por tendências, dentre outras, como:

  • Movimentos de Sustentabilidade Corporativa e suas derivadas em termos de leis, regulamentações, pactos, tratados e demais dispositivos que orientam a conduta e ações das empresas, bem como da pressão dos diversos stakeholders, principalmente clientes e consumidores
  • Normativas, SLAs e ISOs que garantam menor risco nas transações e permitam condições comerciais favoráveis e maior poder de barganha em negociações
  • Alianças Estratégicas e Parcerias em torno de oportunidades de negócio, estratégias e projetos específicos
  • Experiência do Cliente / Usuário Final diferenciadas a partir da combinação de produtos, serviços, soluções e ações de empresas com atuação complementar
  • Novas Tecnologias que permitam integrações operacionais entre processos e sistemas corporativos
  • Propostas de Valor e Atributos de Marca únicos desenvolvidos a partir de joint ventures e combinação de marcas e submarcas (visão guarda-chuva)
  • Inovações disruptivas e incrementais e demandas constantes por atualização e renovação de portfólio de produtos, serviços e soluções

Atualmente, a confiança entre as empresas que compõem as cadeias de valor que desembocam nos clientes (B2B) e nos consumidores (B2C) é fator fundamental para as organizações se tornarem mais competitivas individualmente e colaborativas coletivamente.

Formular um processo gerencial que mobilize processos, tecnologias, canais, comunicação e pessoas (e seus modelos de compensação e sua inserção na cultura corporativa) em torno da gestão dos relacionamentos de forma integrada e alinhados à estratégia corporativa traçada, particularizada para cada público, é o próximo grande desafio das empresas – isoladamente e em suas cadeias de valor.